Queens Of The Stone Age - 3's and 7's


Bem, após ver esse maravilhoso clipe de uma das minhas bandas favoritas, o Queens Of The Stone Age, da qual sou devoto desde 2000, resolvi postar alguns clipes que tenham algum conteúdo visual bacana.

Este, por exemplo, lembra o trailer daqueles filmes meio bizonhos 'sexploitation'. Sensacional, assim como a música.

Queens of the Stone Age - 3's & 7's

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Badass sex kittens flaunt their switchblades and wreak havoc in a dangerous desert town.


Z



Z é um filme político sem meias palavras ou sutilezas. Aliás, nos créditos iniciais, o diretor já assina uma legenda onde diz que "qualquer semelhança com eventos e nomes de personagens com pessoas reais não era coincidência, mas sim intencional". Curiosamente, esse é o maior defeito e, também, a maior virtude deste clássico.

O filme acompanha o desenrolar das investigações de um atentado sofrido por um político quando saia de um comício. No primeiro ato acompanhamos as frustradas tentativas do partido liberal para organizar o comício, que é sempre atrapalhado por pessoas ligadas ao governo. Depois do citado atentado, acompanhamos as investigações e consequências do fato, e como afeta cada pessoa envolvida.

Z possui maravilhosas cenas onde discute a política sem rodeios, destacando-se a cena em que o general que ordenou o atentado manda os melhores médicos para cuidar do político, já que sua morte o tornaria um mártir, ou a cena em que os pacifistas parecem frustrar-se com sua própria escolha ideológica: como reagir a um atentado, sendo que sua mentalidade impede-os de se vingarem?

Infelizmente, o filme não envelheceu muito bem e fica meio deslocado na nossa época, onde a corrupção e as técnicas de repressão são bem menos sutis, e nem se preocupam em sê-lo. Mesmo assim, com sua montagem impressionante e uma direção maravilhosa, cortesia do talentosíssimo Costa Gavras (que realizou também, Amém), Z não envelhece no aspecto cinematográfico. Continua sendo um filme de respeito.

NOTA: 9,5

Amores Brutos



Primeiro filme de destaque do diretor Alejandro González Iñarritu (21 Gramas e Babel), Amores Brutos é um inquietante estudo de personagens ligados por um fato, assim como os outros dois filme de Iñarritu, desta vez, um acidente de carro.

Em uma das histórias, um triângulo amoroso envolvendo três jovens, dois irmãos e aesposa de um deles. O irmão que deseja a esposa do outro começa a enriquecer colocando seu cão em rinhas. Na outra história (a melhor), homem abandona esposa e filhos para viver com a mulher que sempre sonhou. Porém, ela acaba ficando paraplégica no acidente de carro, e ambos tem que conviver com a situação. Na terceira, um mendigo vai de encontra ao seu passado.

Escrito por Guillermo Arriaga, que foi roteirista dos dois outros filmes de Iñarritu e do estupendo Três Enterros de Tommy Lee Jones, o filme não perde impacto ou se enfraquece pelo número de histórias, como ocorreu em Babel. Aliás, muito pelo contrário. Utilizando elementos em comum, o cineasta cria uma espécie de teia, onde todos aqueles personagens ganham ligações profundas e marcantes, e não apenas truques para tudo soar complexo, como ocorre em Babel (!).


O elemento mais marcante em cena, certamente são os cães. Sua metáfora é usada para ajudar a demonstrar que os amores e todos os nossos sentimentos são parte de nossos instintos animais. E há particularmente dois momentos geniais envolvendo os animais no filme: o primeiro, quando o cão de uma personagem fica preso embaixo do piso da casa, criando um aspecto fantasmagórico quando ele late, e a cena na qual o mendigo volta para casa e vê o que seu mais novo cão fez com os outros (fui vago para não estragar as surpresas).



Atuações unanimemente brilhantes (portanto, difícil dar destaque para um só), Amores Brutos só perde como meu favorito do cineasta para 21 Gramas, que considero uma obra prima. Mas este não fica muito para trás, e certamente, merece o respeito e admiração que tem de seu público.



NOTA: 9

Preview - Funny Games



Michael Haneke é considerado um dos diretores mais talentosos da atualidade. Vi pouca coisa dele, mas foi o suficiente para me impressionar. Porém, ainda não vi Caché, e nem Violência Gratuita, que ganhou essa refilmagem americana do próprio diretor, com Naomi Watts, Tim Roth e Michael Pitt.

O filme conta a história de uma família obrigada a participar de jogos sádicos por dois jovens.

O trailer é forte e sarcástico e me deixou louco de ansioso pelo filme. Assistam:

http://video.msn.com/v/us/fv/fv.htm??g=c85ab50d-6ed1-4ea4-9e72-f281e8d11864&f=msnmovies/64&fg=copy

O Iluminado - versão do Simpsons

Simplesmente genial!

Dica do meu amigo Phillipe Gabriel Scott

O Ultimato Bourne



Paul Greengrass é um desses cineastas cujo curriculo me deixa roendo as unhas de inveja. Egresso de Domingo Sangrento, o cara dirige A Supremacia Bourne, para em seguida realizar sua obra-prima (até agora), Vôo United 93. Agora em Ultimato Bourne, Greengrass comprova seu mérito. Afinal, qualquer cineasta que consiga equilibrar tão bem sucesso comercial e artístico ganha muito mais aque respeito: ganha imortalidade.

Jason Bourne (Matt Damon, inspirado), segue na busca por sua identidade e a verdade sobre o tal projeto Treadstone, enquanto começa a ser perseguido pelo agente interpretado por David Strathairn, e é ajudado pelas agentes da CIA interpretadas por Joan Allen e Julia Stiles. Porém, é através de um repórter que ele descobre se apenas a ponta do Iceberg de uma conspiração maior, um tal projeto Blackbriar.

Misturando cenas de ação absurdamente bem filmadas (e as vezes literalmente absurdas) com cenas dramáticas poderosas, O Ultimato Bourne, assim como seus exemplares anteriores (Identidade e Supremacia) não deixa você desgrudar os olhos da tela, culpa do elenco fenomenal (aliás, como foi bom ver Daniel Brühl de Adeus, Lênin nessa produção!) e do talento do diretor em nos jogar dentro da ação com seu estilo documental de filmar.

Até a data, é provavelmente a melhor série de ação que já acompanhei. Tomara que os produtores não sintam falta da grana do filme e estraguem tudo, já que Matt Damon já garantiu que não volta.

NOTA: 9,5

Preview - Blindness

O filme novo do diretor Fernando Meirelles (dos ótimos Cidade de Deus e Jardineiro Fiel), adaptação da obra Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago está em filmagens.

A primeira foto oficial já saiu, e só posto ela, por que... bem... Julianne Moore.... aiai...



Enfim, acompanhem o blog do próprio diretor sobre as filmagens:

http://blogdeblindness.blogspot.com/


(Fonte: Cinema em Cena)

Made In Ucrania - Os Ucranianos no Paraná

Bom, sou bem suspeito para falar desse filme, já que me envolvi nele. Porém, como gosto bastante dele, disponibilizo o trailer aqui para divulgá-lo. O filme foi dirigido por Guto Pasko, e o trailer fui eu mesmo que fiz.

Espero que gostem!


A Mosca



Seth Brundle (Jeff Goldblum) é um cientista. Depois de uma feira de ciências ele leva uma jornalista para conhecer sua nova invenção, um aparelho de teletransporte (ou "telepods"). Brundle não é propriamente tímido. Apenas recluso. Em certo momento ele chega a dizer para a jornalista Ronnie (Geena Davis) `Pode fazer a cobertura completa e passar aqui o tempo que quiser. Não tenho vida pessoal`. Vive num mundo particular, e vê, em sua invenção, um meio de ser importante.

Os telepods funcionam da seguinte maneira: o objeto entra em um pod e suas moléculas se e reintegram no outro pod. Quando vai fazer o primeiro teste de teleporte em humanos, usando a si mesmo como cobaia, uma mosca entra na máquina, que recompõem as moléculas dos dois organismos em um só. Com isso, Brundle vai gradualmente se transformando em "Brundle-fly". E essa transformação começa muito bem. Seth se sente mais forte e mais vivo; toda a sua personalidade estava enrustida, e começa a ser externalizada.

A fama de Cronenberg (conhecido como `O Rei do Horror Venéreo`) aparece com as consequência da experiência. Enquanto isso, o romance entre Seth e Ronnie recheia o conflito. Seth Brundle é uma versão modernizada e adaptada de Gregor Samsa, o personagem de Kafka que se metamorfoseia em barata. Porém, com grande contato com o mundo exterior. Brundle e Ronnie não foram propriamente feitos um para o outro; mas se antes a personagem de Geena Davis o achava um doce, consequentemente o considera um cretino (outra das consequências da experiência) que, porém, vai desenvolvendo uma doença, se sentindo culpada por sentir raiva e conseqüentemente vai sentindo pena.

A incapacidade de Brundle se tornar alguém `normal` vai se tornando sua maldição, gerando momentos escatológicos. Além de toda a reflexão proposta pelo filme, Jeff Goldblum está muito bem no papel e Cronenberg tem uma direção segura e ousada. Funciona muito bem como um filme de terror (além da trilha de Howard Shore ser sensacional), o que não é pouco, mas A Mosca prova ser muito mais que isso. Uma reflexão kafkiana dentro de um filme escatológico.

NOTA: 9,5

Gangues de Nova York



Não é o desastre que foi anunciado por muitos críticos. Porém, é verdade que não é um filme memorável do mestre Martin Scorsese. Gangues de Nova York é uma homenagem do diretor ao palco de muitas de suas obras, como Taxi Driver ou Vivendo no Limite. Scorsese porém, se entrega a um didatismo irritante, se concentrando as vezes mais nos aspectos históricos, do que nos seus personagens.

Amsterdan (Leonardo DiCaprio) vai para um orfanato após o assassinato do seu pai, o Padre Vallon (Liam Neeson) numa batalha mostrada no início do filme, pelas mãos de Bill, o Açougueiro (Daniel Day Lewis). 16 anos depois ele volta a Nova York em sua velha vizinhança, para vingar-se de Bill. Porém, quando se aproxima dele, acaba criando uma curiosa amizade com o vilão.

A história é simples, porém Scorsese perde muito tempo com algumas tramas que poderiam facilmente ter sido limadas pois não fariam falta, como, por exemplo, a da eleição de determinado personagem (apesar disso, o desfecho dessa trama é genial).

DiCaprio está competente como o jovem Vallon, assim como Cameron Diaz (numa personagem mal construída pelo roteiro, diga-se de passagem). Gangues de Nova York encontra sua força em Daniel Day Lewis. Adjetivos para a sua atuação como Bill ainda devem ser inventados. Aliás, sua atuação é tão perfeita, que mesmo DiCaprio, Diaz e o restante dos atores estarem competentes, todos ao seu lado parecem amadores. Uma atuação para entrar para a hitória do cinema. Destaque negativo apenas para John C. Reilly, um ator competente, como podemos ver em Magnólia, mas que aqui força o sotaque e atua caricaturalmente.

Scorsese, é claro, está muito bem na direção, mas o destaque na parte técnica vão para a direção de arte e figurino, absurdos de bem feitos.

Enfim, um Scorsese ruim. Mas ainda assim, um filme acima da média do que é lançado.

NOTA: 7

Donnie Darko



Só agora assisti esse filme que ganhou aura cult e ganhou uma grande legião de admiradores. Comprei o dvd que estava em oferta... mas enfim, assisti!

Escrito e dirigido por Richard Kelly, o filme conta a história de Donnie Darko (Jake Gillenhall), um adolescente problemático que ganha um amigo imaginário: um homem fantasiado de coelho chamado Frank. O coelho avisa Donnie que o mundo irá acabar em quase em 29 dias e dá até os minutos.

Quando volta para casa, Donnie descobre que o tal do coelho salvou sua vida: uma turbina de avião caiu no seu quarto.

Donnie Darko é um filme intrigante e corajoso que passa por vários temas com sucesso. Desde religião e viagem no tempo, até crítica ao sistema educacional, todos os temas inseridos são bem utilizados pela narrativa, que vai desde suspense até humor negro. Aliás, as piadas do filme são ótimas. Como quando Donnie pergunta a Frank porque ele usa roupa de coelho e este responde: "E poque você está usando está roupa de humano?". Uhhh...

Aliás, adorei a matinê de Evil Dead - A Morte do Demônio seguida por A Última Tentação de Cristo. Será que fui o único que riu disso?

Enfim, é um filme que realmente vale a pena ser conferido, embora não tenha tanta certeza que merece ser avaliado como Cidade dos Sonhos de David Lynch, por exemplo. Acho que é um filme muito mais para ser curtido, que entendido. E como resistir a um filme que abre com Killing Moon do Echo and the Bunnymen? Aliás... Bunnymen? Ah... entendi a piada...

Nota: 8

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