Fúria de Titãs (2010)


Fúria de Titãs cumpre exatamente o que prometia: porrada e ação em meio a deuses gregos. E infelizmente é só. E se tem algo a mais que o filme prova é que Louis Leterrier é o diretor mais indicado para histórias que envolvam criaturas gigantes batalhando (como também mostrou no ótimo climax de O Incrível Hulk). 

Contando com um elenco excelente, que inclui Sam Worthington, Liam Neeson e Ralph Fiennes (aliás: Neeson e Fiennes como antagonistas me lembrou A Lista de Schindler, mas divago), Leterrier parece confiar mais no ritmo da história e no visual caprichado do que em contar a história realmente, o que é o principal defeito de Fúria de Titãs. E prova disso é perceber como os poucos momentos de humor ou que envolvem algum desenvolvimento dos personagens soam completamente deslocados no meio do filme.

Mesmo assim, as cenas de ação são realmente incríveis, com destaque óbvio ao "Release the Kraken", que surge como um clímax inacreditavelmente tenso, e confesso que o preço do ingresso se pagou quando a criatura surgiu em cena. E os efeitos especiais que desempenham uma função importantíssima para a história são muitíssimo bem feitos, e os escorpiões gigantes e o Pégaso são outras provas disso.

Ou seja: quem esperava um filmaço complexo, certamente vai ficar decepcionado. E seguindo a lógica que comentei em 2012, o filme cumpriu o que me prometeu. E para blockbusters tresloucados e descontrolados, às vezes já é mais do que bom.

NOTA: 7,5

Coração Louco


Jeff Bridges é o raro tipo de ator que é capaz de fazer qualquer filme mediano ser melhor, simplesmente porque está nele. E como fico feliz que a Academia finalmente tenha reconhecido seu esforço por sua atuação sublime neste Coração Louco, que mesmo sendo um bom filme, jamais faz juz ao seu protagonista.

A comparação com O Lutador é mesmo inevitável, mas infelizmente diminui ainda mais este: se o envolvimento de Mickey Rourke com Marisa Tomei era tudo menos romântico, aqui o novato Scott Cooper acredita que o relacionamento do cantor com a jornalista interpretada por Maggie Gyllenhaal é mais importante do que a amizade com o agente do cantor ou o velho amigo de bar, interpretado pelo sempre grande Robert Duvall. E nesse sentido, o equívoco é tão grande que torna o segundo ato chato e previsível.

Mas fora a extraordinára atuação de Bridges, outro diferencial de Coração Louco para qualquer outro filme é a trilha sonora magnífica, que assim como no excelente Apenas uma Vez, transcende a obra para outro nível sempre que se concentra nela, e é uma pena que o roteiro esteja tão pra trás nisso.

NOTA: 7

A Hora do Pesadelo (2010)


Meu único problema com a franquia de Freddy Krueger era o próprio protagonista: a atuação afetada de Robert Englund sempre me incomodou, embora faça um bom tempo que não revejo os filmes antigos, confesso. Mesmo assim, se posso dizer que gostei mais do Freddy Krueger de Jackie Earle Haley, também não posso dizer que gostei mais do filme, que apesar de várias boas idéias, sofre pela decepcionante direção de Samuel Bayer e um roteiro pra lá de preguiçoso.

O que me animava para ver este novo A Hora do Pesadelo era justamente o quanto a obra entraria numa discussão atual: o que seria mais maldoso numa época de recorrentes casos de pedofilia e outros tipos de violência contra a criança do que trazer o pedófilo assassinado por pais de vítimas que volta para matar suas antigas vítimas em seus sonhos (pena que não transformaram Freddy num padre, mas tudo bem)?

É uma pena que o filme se acovarde na discussão, e faça dos pais das vítimas como vilões em algumas determinadas partes, o que poderia ser interessante, caso não fosse apenas uma forma de mais suspense numa parte parada. Pior do que isso, é que o diretor Samuel Bayer, apesar de fazer um trabalho visual interessante, caia na velha fórmula de "crie sustos com acordes altos de música" durante todo o filme.

Mas confesso que apesar dos defeitos, o filme não me irritou como O Grito e outros do gênero, e se Jackie Earle Haley pouco pode fazer, graças aos quilos de maquiagem no rosto, ao menos seu trabalho vocal é muito melhor do que o antigo, e a maneira lenta e estática como anda, remeteu bastante ao inesquecível Nosferatu. Pena que não seja o bastante. Mas também não é tão pouco.

NOTA: 5

O Preço da Traição


Refilmagem do mediano Nathalie X de Anne Fontaine, O Preço da Traição mantém a proposta, mas melhora consideravelmente a dramaturgia. Atom Egoyan, responsável pelos maravilhosos Exótica, O Doce Amanhã e Adoração volta a mostrar sua habilidade em contar histórias de maneira intrigante, mesmo que dessa vez não utilize de narrativa não-linear (que é quase uma marca do cineasta).

No filme, um casal enfrenta uma crise depois de vários anos de casamento, que se agrava depois que David perde o avião (propositalmente), e acaba perdendo a festa de aniversário que Catherine preparou. Depois de ver uma mensagem no celular dele de uma garota, Catherine decide contratar uma garota de programa, Chloe, para que ela o seduza e ela tenha certeza da infidelidade do marido. Porém, não demora muito para que Catherine comece a perceber que Chloe tem muito mais poder na "brincadeira" do que imaginava.

Interpretada por Julianne Moore, Catherine é uma personagem muito mais bem desenvolvida do que a esposa do filme original, e os conflitos entre ela e seu filho, assim como a sua estranha relação com Chloe se mostram profundos e são trabalhados de maneira excepcional pela atriz e pelo diretor. 

E por falar em Chloe, Amanda Seyfried finalmente atua em um filme, realizando um trabalho complexo e instigante como a garota de programa (e vale dizer que a entrega das atrizes numa cena... hum... caliente é corajoso e era fundamental para a história). E fechando o elenco, Liam Neeson atua discreto e perfeito como David, já que sua suposta infidelidade pode fazer de sua tranquilidade, um semblante frio de um homem distante e sua relação.

 O único calcanhar de Aquiles é o final, que apesar de infinitamente superior ao de Nathalie X (que era simplório, no mínimo), soa um pouco forçado, ao contrário do excepcional e discreto desenvolvimento da história que viamos até então. Mesmo assim, a cena final é perfeita em sua mensagem, e por mais que não responda, e sim, soe como mais uma questão, o fato é que a questão é corajosa o suficiente para, mais uma vez, mostrar porque Atom Egoyan é um dos grandes cineastas da atualidade.

NOTA: 8,5

Os Homens que não Amavam as Mulheres


Continuo defendendo a teoria de que o filme é uma coisa, e o livro é outra completamente diferente. A partir disso, posso dizer que o filme Os Homens que não Amavam as Mulheres sofre pela fidelidade para com o livro, principalmente em seu ato final, quando parece quase interminável tamanha a quantidade de pontas que amarra para a continuação.

A história é interessante: Mikael é um jornalista que é erroneamente condenado por difamar um político, é contratado por um idoso cuja adorada sobrinha desapareceu sem deixar vestígios. Porém, a garota sempre enviava um presente a ele em seu aniversário, e ele continua recebendo o presente mesmo depois do sumiço da garota. Mikael se une a uma detetive hacker (e fantasia nerd ambulante) Lisbeth para desvendar o caso.

Um dos maiores problemas do filme dizem respeito justamente a personagem Lisbeth. Desperdiçando um tempo em cena precioso para resolver um (desnecessário) conflito com o tutor da garota, a sua trama ainda atrapalha completamente o desenvolvimento da história da garota desaparecida, que se revela complexa e impressionante e, o melhor, sem jamais parecer inverossímil ou exagerada, como um Código da Vinci da vida, por exemplo.

A história só anda, e o filme se revela realmente acima da média quando Mikael e Lisbeth finalmente se tornam parceiros em cena. Pena que com uma duração de duas horas e meia, e um início lento e irregular e com um ato final enrolado como poucos, isso represente um pouco menos do que eu gostaria.

NOTA: 6

Lunar


Lunar alcança a perfeição que outras ficções científicas quase atingiram nos últimos anos, como Distrito 9, Avatar e Presságio. Estréia do diretor Duncan Jones, o filme tem um roteiro surpreendente, fascinante tanto tematicamente quanto na construção de seu protagonista, o astronauta Sam Bell, interpretado por Sam Rockwell.

Sam Bell é o responsável por uma estação lunar, de onde uma empresa extrai energia para o planeta. Depois de três anos vivendo isolado, seu contrato finalmente está acabando, e ele aguarda ansioso seu retorno para casa. Porém, depois de um acidente, Sam começa a sofrer alucinações, que podem também esconder uma realidade muito mais terrível...

Ator de imenso talento e carisma, e cujo fato de não ter se tornado uma estrela é um completo mistério para mim, Sam Rockwell realiza uma interpretação mais do que notável, e que seu nome tenha sido esquecido na época de premiações é uma completa vergonha (e isso também vale para Confissões de uma Mente Perigosa). E vale dizer que a participação de Kevin Spacey, que dubla o robô Gertie é notável pelo imenso contraste com o Hal 9000 de 2001 - Uma Odisséia no Espaço.

Mas o diretor Duncan Jones se revela uma imensa surpresa, trabalhando com efeitos especiais que estão muito mais preocupados em criar um visual expressionista do que realista (reparem em como o planeta Terra é mostrado). E para completar, a trilha sonora do sempre genial Clint Mansell (parceiro habitual de Darren Aronofsky) mostra mais uma vez o trabalho de um músico extremamente subestimado. 

Contando com uma trama simples e repleta de detalhes geniais (que não posso nem me arriscar em contar), Lunar é mais um notável exemplo de filmes brilhantes que passam batidos aqui no Brasil, jogados direto em DVD, assim como um certo ganhador do Oscar no ano passado...

NOTA: 10

O Massacre da Serra Elétrica - O Início


Este fracassado reboot de O Massacre da Serra Elétrica conseguiu fazer a mesma proeza que X-Men Origins - Wolverine. Ou seja, é um filme de origem, que não apresenta nenhuma novidade, o que é no mínimo, uma estupidez notável. E quem esperava ao menos descobrir como aquela família adorável se tornou daquele jeito, ficará espantado ao perceber que o filme usa a sequência pré-créditos (de uns 5 minutos) para contar isso.

Dito isso, O Massacre da Serra Elétrica - O Início é tão desnecessário e idiota que nem sequer vejo motivos para comentá-lo, já que mal o filme acabou, eu nem sequer lembrava o nome de um dos personagens, e nem se todos haviam morrido ou não. E duvido que os fãs do gênero terror ficarão satisfeitos com Enfim, se puderem, evitem.

NOTA: 0

Homem de Ferro 2


Homem de Ferro 2 é tão bom e divertido quanto o primeiro. Ou seja, tem os mesmos problemas, principalmente os diálogos expositivos, que chegam a doer no ouvido. Mas isso é uma boa notícia se considerarmos que o filme facilmente poderia ter caído no erro de se perder com o aumento de personagens participando na trama. 

O filme começa exatamente onde o primeiro terminou, ou seja, com Tony Stark revelando ao mundo que é o Homem de Ferro. A notícia serve como impulso para Ivan Vanko (Mickey Rourke) se dedicar a destruir Stark e Justin Hammer (Sam Rockwell), dono de uma empresa rival de Stark ajudá-lo.

Apesar do filme apresentar problemas quando tenta dramatizar demais a situação, o fato é que Jon Fraveau se esmera na direção, e cria cenas de ação bem construídas, que jamais caem no erro de abusar no excesso de cortes. E além disso, o elenco mais uma vez é o grande forte do filme, e Robert Downey Jr. mais uma vez se mostra uma escolha inspiradíssima para viver o playboy imaturo que é Tony Stark. 

Enquanto isso, Don Cheadle faz o que pode para substituir Terrence Howard, enquanto Mickey Rourke e Sam Rockwell se divertem (e nos divertem) com seus personagens. Mas uma bela surpresa para mim, foi a participação de Scarlett Johansson, que não apenas está linda, perfeita e apetitosa, como também cria uma personagem intrigante e poderosa na trama.

Contando com um clímax fantástico, Homem de Ferro 2 é mais um grande blockbuster lançado pela Marvel, e com uma deixa final para um certo filme que será lançado em breve pela produtora, mais uma vez mostra que está construindo uma das franquias mais bacanas da história do cinema. E que venha Os Vingadores!

NOTA: 8,5

Alice no País das Maravilhas (2010)


Cansei de Tim Burton. Pronto, falei. E digo isso com tristeza: a obra do diretor marcou minha infância (Edward Mãos de Tesoura), minha adolescência (Marte Ataca! e Ed Wood) e eu gosto da maioria de suas obras. Mas...

Enquanto assisti este Alice no País das Maravilhas, quando eu via aquelas árvores com galhos retorcidos, eu me perguntava: "de novo?"; quando eu vi Johnny Depp e Helena Bonham Carter, eu me perguntei "de novo?" e por aí vai. Depois do decepcionante Sweeney Todd, Burton atacou e estragou a obra de Lewis Carrol apenas para fazer o que anda achando uma boa idéia: reciclar um filme e colocar um selo "de Tim Burton". Ou refilmar O Planeta dos Macacos, Sweeney Todd e A Fantástica Fábrica de Chocolates é original?

(PS: Peixe Grande e A Noiva Cadáver surgem como tristes excessões.)

O filme mostra Alice voltando ao País das Maravilhas com 17 anos de idade. Acreditando que toda sua experiência no lugar foi apenas um sonho, ela encontra o local devastado pela tirania da Rainha Vermelha. Auxiliada pelo Chapeleiro Maluco, ela então deve procurar a espada para derrotar o... Parando aqui mesmo. Sim. Tim Burton transformou a fábula mais original, que fugia de todo estereótipo e arquétipo num... filme de ação.

Sim, o visual é lindo, blablabla mas e daí? Posso ter criticado Avatar pelo roteiro e seus diálogos medíocres, mas ao menos a história funcionava e o filme jamais se tornava chato, algo que aqui acontece graças ao roteiro esquemático e episódico, e que em alguns momentos, mais parece o roteiro para um jogo de video-game (Alice precisa da espada / Alice vai até o castelo / Alice descobre que a espada está com o cachorro / Alice acha algo do cachorro / Alice dá isso ao cachorro / Alice pega a espada). 

Além disso, o roteiro consegue a proeza de transformar Alice numa personagem boba e desinteressante, piorando ainda mais o envolvimento do público com a sua jornada (e de nada adianta culpar a atuação de Mia Wasikowska).

Johnny Depp está bem, mas precisa urgentemente parar de trabalhar com Tim Burton. Helena Bonham Carter então, precisa até pedir o divórcio: é fato que desde que casou com o diretor ela não fez absolutamente mais nada que lembrasse a promissora atriz que ela se mostrou em Asas do Amor e Clube da Luta.

E Tim Burton? Se for pra fazer coisas assim, vire pintor de vez e pronto.

NOTA: 3

O Caçador


Assim como o fabuloso O Hospedeiro, este O Caçador, filme de estréia do coreano Hong-jin Na, consegue ser drama, comédia, suspense e terror, sem seguir qualquer ordem, tornando-se uma experiência cinematográfica extremamente original. Porém, ao final de O Caçador, a sensação é a de um enorme peso nas costas, tamanha a intensidade da pesadíssima história.

Joong-ho é um ex-policial que se tornou cafetão. Durante uma semana em que duas de suas garotas sumiram, ele descobre que ambas foram atender a mesma pessoa e pior: sua melhor garota de programa está atendendo ele naquele exato momento. Desconfiado que o tal cliente esteja vendendo as garotas, Joong-ho pede para que ela envie uma mensagem com o endereço da casa dele. Logo, porém, a garota percebe que o perigo que está correndo é bem maior do que o imaginado.

Em apenas 30 minutos de filme, O Caçador consegue ser tudo que filmes como Jogos Mortais ou Cativeiro tentam e jamais conseguem ser: criando uma situação terrível em que uma garota é torturada por um psicopata assustador (que só posso comparar ao John Doe de Se7en), o filme funciona dramaticamente de maneira perfeita, surpreendendo sempre também pela maneira intensa, realista e rápida em que as situações se resolvem. A violência é sempre retratada de maneira direta, sem jamais parecer atraente de maneira alguma, e o confronto físico entre dois personagens no final é prova disso: a luta soa cansativa e violenta como poucas.

Assim como Império dos Sonhos de David Lynch, O Caçador traz uma mensagem forte e agressiva sobre a violência contra a mulher, no caso, como a própria burocracia policial e a situação social torna as garotas de programa em alvos fáceis de violência, e ao mesmo tempo em que admiro a mensagem e como o diretor a passa, por outro lado é fato que no início do terceiro ato ele força a barra (de maneira que não posso revelar, mas você vai saber do que estou falando) para resolver a história. Mesmo assim, O Caçador é um filme original como poucos, e certamente uma das estréias mais promissoras de um diretor nos últimos tempos.

NOTA: 9

Cirque du Freak - O Aprendiz de Vampiro


Cirque du Freak - O Aprendiz de Vampiro é um filme interessante: baseado numa série de livros infanto-juvenil, escrito por Paul Weitz e Brian Helgeland (SIM, o Brian Helgeland de Sobre Meninos e Lobos e Zona Verde!) e dirigido por Weitz, é um filme que sempre empolga quando algo ultrapassa a barreira de um filme teen, como o vilão Sr. Tino que parece muito menos interessado em realizar seu plano maquiavélico, e muito mais em assistir os personagens participando do plano, num exemplo curioso e intrigante de deus ex-machina atuante na própria história. 

Mas não se empolguem, já que o filme se revela muito mais uma comédia falha, que ainda piora quando tenta ser dramática. Isso porque, apesar do bom elenco coadjuvante que inclui John C. Reilly, Willen Dafoe, Ken Watanabe e Salma Hayek, ótimos em cena, os protagonistas Chris Massoglia e Josh Hutcherson se revelam atores sem o menor carisma.

Mas a maior decepção fica pela direção estranha de Paul Weitz, que se revelou um diretor interessante nos ótimos Um Grande Garoto e Em Boa Companhia: indeciso até mesmo no visual, que as vezes lembra Homem-Aranha, e as vezes uma espécie de paródia de filmes de terror, Weitz só acerta nas gags envolvendo o protagonista treinando para ser um vampiro, que são os únicos momentos em que o filme também mostra alguma criatividade e diverte. Ainda assim, é bacana ver como Weitz brinca com as lentes de câmera, mostrando uma curiosa influência de Terry Gilliam, criando cenas inusitadas, ao menos visualmente (como o confronto entre dois personagens em uma cova).

Mesmo assim, O Aprendiz de Vampiro é um filme bonzinho, que se não vai fazer falta, também não incomoda.

NOTA: 5

A Pantera Cor de Rosa 2


Pelas indicações ao Framboesa de Ouro desse ano e pelas críticas negativas, eu decidi nem ver esta continuação do já fraco A Pantera Cor de Rosa, mas devo dizer que o filme é tão bom quanto o primeiro: ou seja, apesar de não ser um grande filme, é divertidinho, tem algumas boas tiradas e serve como passatempo. E só. Blake Edwards e Peter Sellers certamente devem estar aguardando Steve Martin no pós-vida, prontos para lhe aplicarem uma merecida porrada por se aproveitar do nome do Inspetor Closeau, mas isso é outra história.

O maior problema é que, apesar de ter algumas piadas inspiradas, a história é fraca, e até simplória se comparada com o primeiro (o que é bem problemático). Além disso, é inacreditável que a participação de Jean Reno tenha sido tão diminuída, já que ele era uma das melhores coisas do primeiro filme, mas isso é até desculpável se considerarmos o talento desperdiçado de atores como Andy Garcia, Alfred Molina e Jeremy Irons. Mas uma boa adição ao elenco é Lily Tomlin que, interpretando uma professora de boas maneiras para o professor Closeau consegue alguns dos melhores momentos do filme.

A Pantera Cor de Rosa 2 é uma comédia com apenas uma cena realmente engraçada, que é o interrogatório de Steve Martin com o Papa: a cena é tão boa que até destoa do resto do filme, e mostra como esta comédia poderia ser melhor. Mas num filme em que até Steve Martin não está tão engraçado, é porque alguma coisa saiu muito errada.

NOTA: 4

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