Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres



(The Girl With The Dragon Tattoo - Dir. David Fincher)

Pouco tempos depois de conferir no cinema o original sueco Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, foi divulgada a informação de que David Fincher dirigiria o remake. Apesar de tudo o que sabemos sobre remakes (são feitos basicamente pela preguiça dos americanos em ler legendas, etc...) achei uma grande idéia, afinal o filme sueco apresentava diversos problemas que vinham como consequência de um só: não souberam como contar aquela história complexa de uma maneira interessante.

E se Zodíaco, Clube da Luta, Vidas em Jogo e Se7en mostraram alguma coisa, foi a capacidade impressionante de David Fincher de conduzir histórias sombrias e complexas de maneira fascinante, e o melhor: sempre fugindo das soluções fáceis e artificialidades típicas do gênero em Hollywood. E sua versão para a história não só supera em todos os aspectos o filme sueco, como se mostra mais um trabalho instigante dentro de sua já brilhante filmografia.

O filme tem um ritmo invejável, culpa do roteiro de Steve Zaillian que graças a pequenas mudanças, consegue tornar todo o primeiro ato extremamente eficiente (como a maneira econômica em como mostra o processo contra o protagonista), e da montagem de Kirk Baxter e Angus Wall, que transita com perfeição entre suas tramas paralelas e flashbascks de maneira orgânica e clara (e junto com a montagem de Drive, é a melhor do ano passado). Além disso, o diretor de fotografia Jeff Cronenweth provavelmente entrega seu melhor trabalho até aqui, utilizando com sabedoria as locações, especialmente a claustrofóbica ilha da família Vanger.

Cineasta que sempre foi injustamente diminuído pela maneira considerada excessiva em como usava efeitos especiais, Fincher vinha fazendo um trabalho cada vez mais econômico desde o realmente excessivo O Quarto do Pânico, mas aqui volta a se divertir, como na belíssima tomada que se move em direção a Lisbeth, e termina mostrando-a num close de cabeça para baixo, ou pela ótima cena de perseguição no ato final. Outro aspecto que mostra como Fincher está a vontade, são as referências espalhadas sobre sua própria equipe (como a camiseta do Nine Inch Nails, banda de Trent Reznor, de um personagem que pouco aparece).

Daniel Craig faz um ótimo trabalho como Mikael Blomkvist, sutil e inteligente, e bem acompanhado por Stellan Skarsgaard e Christopher Plummer, com suas presenças sempre marcantes. Mas o filme pertence a Rooney Mara, numa atuação brilhante como Lisbeth Salander, deixando de queixo caído qualquer um que achava que sairia perdendo para Noomi Rapace (que também está sensacional no outro longa, e aliás, é a única coisa sensacional no original). Aliás, Rooney leva uma forte vantagem em cima de Noomi pelo seu próprio físico: magra e baixinha, ela parece extremamente frágil diante das ameaçadoras situações ao seu redor. Utilizando um visual forte propositalmente criado para afastar outras pessoas, e as encarando apenas quando lhe convém, Lisbeth se torna indiscutivelmente a protagonista do projeto, algo que o diretor deixa claro não apenas com a mudança no título, mas também como a já clássica abertura, que dá dicas sobre o tumultuado interior da garota e seu passado violento.

Outro grande mérito do filme é o seu terceiro ato, curiosamente o maior problema do filme sueco: mesmo que a resolução da trama principal aconteça muito antes do desfecho, o roteiro fecha toda a história da família Vanger logo depois disso, dedicando sua sequência final apenas para Lisbeth e Mikael, (enquanto no original as tramas ocorriam paralelamente de maneira cansativa, dando a impressão de um filme que não sabia direito como acabar).

Quando assisti ao original, sai do cinema lamentando que uma história tão boa tenha parecido tão chata. Tanto foi assim, que nem sequer cheguei a avaliar o seu conteúdo: além da óbvia questão da violência contra a mulher, vinha também a visão cínica das grandes empresas financeiras com seu passado atrelado ao nazismo. Alguns podem argumentar que o filme americano pasteurizou o conteúdo e tudo isso ficou mais "fácil" de ser entendido. Já eu, acho que só na versão americana me senti estimulado o suficiente para pensar sobre isso.

NOTA: 9

Precisamos Falar Sobre o Kevin



(We Need To Talk About Kevin - Di. Lynne Ramsay)

Qualquer um que tenha lido Precisamos Falar Sobre o Kevin deve ter se perguntado "Mas porque diabos vão fazer um filme sobre esse livro?". E não pela velha desculpa de "o livro é melhor que o filme", mas pela própria estrutura deste: narrado em primeira pessoa através de cartas de uma mãe, cujo filho de 16 anos cometeu um massacre, o livro conta a história através da visão de sua personagem, praticamente sem grandes detalhes sobre o tal incidente, e muito mais descrições extremamente subjetivas sobre sua decadência familiar e profissional.

Dito isso... como é bom ser surpreendido.

Precisamos Falar Sobre o Kevin consegue escapar das armadilhas que poderiam surgir na adaptação graças a direção de Lynne Ramsay que ao invés de concentrar sua atenção na trama, cria um filme sobre emoções ambíguas e sombrias. A estrutura, aliás, lembra muito a de alguns trabalhos de Gus Van Sant, como Elefante e Paranoid Park (curiosamente, também filmes que envolviam tragédias adolescentes). Outro ponto bastante positivo está nas soluções visuais da diretora para trechos importantíssimos do livro que, dificilmente sairiam naturais no filme - e só leia aqui se já conhece a história - como o momento no livro em que Kevin revela a Eva que não a matou para não matar sua platéia, algo mostrado no filme quando o garoto presta reverência depois do massacre, e a imagem da mãe aparece em seguida.

Tilda Swinton surge absolutamente perfeita como Eva, a protagonista, retratando de forma instigante o sofrimento de sua personagem, e sem qualquer medo de revelar o seu lado mais sombrio (algo absolutamente fundamental para a compreensão da relação entre mãe e filho na história). Enquanto John C. Reilly praticamente repete seu personagem em As Horas, o pai distante que insiste em ver sua família como perfeita, quando claramente está longe disso.

Talvez o único problema do filme, seja o próprio Kevin. Não pelos atores que o interpretam, mas pela falta de ousadia na adaptação. Se no livro a falta de complexidade do personagem vinha pela subjetividade da história, aqui o mesmo não funciona, e em alguns momentos a sensação de que estamos vendo algo mais para A Colheita Maldita ou A Profecia do que um drama complexo atrapalha. Há apenas dois momentos em que o filme consegue fazer o personagem surgir mais complexo do que no livro: aquele depois em que o garoto faz um discurso sádico enquanto come uma fruta que não gosta, e o da última cena, cuja mudança no diálogo do roteiro melhora e muito a cena.

Contando ainda com um trabalho fabuloso de Jonny Greenwood na trilha sonora, Precisamos Falar Sobre o Kevin é um filme bem sucedido em transportar para as telas todo o peso e a complexidade do livro. E mesmo sendo uma pena que tenha faltado um pouco mais de ousadia na hora de criar mudanças na história, trata-se de um raro filme que funciona mais como um complemento a sua obra de origem do que uma mera adaptação.

NOTA: 9

A Pele Que Habito


(La Piel Que Habito - Dir Pedro Almódovar)

Depois de três filmes decepcionantes (dos quais, apenas Volver se salva), Pedro Almódovar volta a boa forma, mesmo ainda longe do que fez em Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe e Fale Com Ela, ainda seus três melhores trabalhos. Voltando a parceria com Antonio Banderas vinte e um anos depois de seus último filme juntos (Ata-me), Almódovar lança este A Pele Que Habito, que possui o clima habitual de meio-suspense-meio-cartunesco-meio-novelesco-meio-sem-vergonha que conhecemos do diretor.

Banderas interpreta Robert Ledgard, um cirurgião plástico especializado em transplantes faciais, que desenvolve uma pele sintética para vítimas de queimaduras. Tudo certo até que descobrimos que ele mantém uma mulher em cativeiro em sua casa como cobaia para seus experimentos. E no que parece inicialmente uma versão  Nip/Tuck de Frankenstein, o filme se desenvolve ao mostrar revelações sempre surpreendentes no passado de seus personagens.

O primeiro ato é arrebatador, inteligente e divertido em seu clima sacana. O grande problema é que depois disso, o ritmo se perde, jamais volta a boa forma de seus início, mesmo que o roteiro não decepcione e seja coerente com sua estrutura e reviravoltas. Além disso, ao repensar a história, é estranho perceber que a trama foi apresentada de uma maneira muito mais complexa do que o necessário, e embora isso possa ter sido um artifício de distração no sentido de desviar nossa atenção do que realmente deveríamos estar vendo (o que é válido), ao mesmo tempo não encontro justificativas para várias revelações feitas no primeiro ato (especialmente o parentesco entre dois personagens).

Mas o que é realmente admirável na história, é a seriedade absoluta na maneira em que o diretor desenvolve seus personagens, sempre com rimas visuais que salientam aspectos fascinantes, como o sexo entre "Tigre" e a cobaia , e depois com  Robert e ela. O filme ainda ganha pontos pelo melancólico desfecho, que fecha com perfeição a história, tematicamente. 

Agora, me resta torcer para que com A Pele Que Habito, Almódovar deixe de ser aclamado por tudo o que faz, para ser aclamado porque, de fato, merece.

NOTA: 7

A Separação



(Jodaeiye Nader az Simin - Dir. Asghar Farhadi)


Vocês já devem ter ouvido aquelas piadas envolvendo "dramas iranianos", na qual se entende que o filme só é elogiado, ou se torna "cool" pelo seu local de origem. Em parte, a premissa da piada parte de uma verdade meio chata: já conheci muitos cinéfilos com a mania aborrecida de amaldiçoar e falar mal de qualquer coisa de Hollywood, o que as vezes apresenta resultados involuntariamente hilários, como os que afirmavam que Fernando Meirelles se vendeu ao "sistemão hollywoodiano" em O Jardineiro Fiel (uma produção... cof, cof... britânica). Por outro lado, é mais triste ainda ver que muitas pessoas ignoram obras fascinantes como A Procura de Elly ou Isto Não é um Filme por um preconceito completamente besta, algo que se aplica também ao cinema romeno (A Morte do Dr. Lazarescu, 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias) e coreano (O Caçador, Mother, O Hospedeiro), entre outros.

Então antes de qualquer outra coisa, é bom deixar claro: considero A Separação, um drama iraniano, fabuloso; e me divirto muito com os três primeiros Piratas do Caribe

Agora, continuando com a programação normal:

Dirigido por Asghar Farhadi (de A Procura de Elly), A Separação começa mostrando o divórcio de Nader e Simin. Ela deseja sair do Irã e levar a filha consigo, já Nader quer ficar para cuidar de seu pai, que tem Alzheimer, e não libera a partida da filha. Com a saída de Simin da casa, ele se vê obrigado a contratar alguém para cuidar do pai enquanto trabalha, Razieh, uma mãe de família, cujo marido está sufocado em dívidas. Um incidente entre Nader e Razieh é o fio no qual o diretor conduz uma trama simples, em meio a um complexo e fascinante estudo de personagens.

Filmado praticamente todo com câmera na mão, Asghar Farhadi já demonstra seu invejável talento na mise en scène na sequência em que Razieh é chamada para a entrevista de emprego: ao mostrar várias ações paralelas de forma quase documental (Simin arrumando as malas, a filha do casal brincando com a de Razieh enquanto ela conversa com outra pessoa e Nader passando em meio a todas as situações), ao mesmo tempo em que há clareza no que está acontecendo, quando um importante detalhe daquele momento vem a tona, ficamos exatamente com a dúvida que a trama exige. Afinal, não vemos o que um determinado personagem estava fazendo quando uma certa frase é dita, embora tenhamos certeza de que aquilo foi dito, e quais pessoas estavam lá naquele momento.

Além disso, A Separação faz um triste retrato da situação judicial do país (algo, novamente, ressaltado pelo tom documental que o cineasta aplica a obra), e quando percebemos que o juiz cuidando do caso, está também analisando outros dois naquele mesmo instante, com as outras pessoas na mesma sala, fica fácil entender porque o governo iraniano dedicou tanto tempo maldizendo o filme em declarações recentes.

Mas no fim das contas, são os personagens e suas ações o que realmente interessam. E como é triste perceber que, no final das contas, estávamos apenas vendo seres humanos absolutamente comuns em situações extraordinárias, praticamente obrigados a se combater graças as circunstâncias (algo que me lembrou, o quase tão bom quanto este, A Casa de Areia e Névoa). Encerrando com uma cena belíssima (que fecha uma rima visual simples e brilhante com a primeira sequência do filme), A Separação é altamente recomendado, especialmente para quem precisa perder alguns preconceitos com dramas iranianos...

NOTA: 10

50%



(50/50- Dir. Jonathan Levine)

Comédias dramáticas sempre pipocam no cinema independente, e a quantidade de porcarias do gênero já deixam os cinéfilos com um certo receio quando se ouve falar de um novo exemplar. Nesse sentido, 50% é um alívio, equilibrando drama e humor na medida certa, e em alguns momentos, até surpreendendo em sua abordagem.

Joseph Gordon-Levitt interpreta Adam, um jovem de 27 anos que descobre ter câncer na espinha. Em meio a batalha contra a doença, seu relacionamento com a namorada, problemático desde antes, desmorona aos poucos, e a distância com a mãe começa a ser sentida. Adam encontra algum conforto no melhor amigo Kyle (Seth Rogen) e na psicóloga novata Katie (Anna Kendrick).

O roteiro de Will Reiser (baseado em fatos reais) acerta na forma direta de como encara a doença, e nas consequências dela para a vida de Adam: do fato de ele não saber dirigir (o que o torna extremamente dependente das pessoas a sua volta), até os já conhecidos sintomas da quimioterapia. Por outro lado, é uma pena que o filme sinta a necessidade de manter uma estrutura de comédia romântica da metade para o final, e pior, deixe sem desfecho a trama com o personagem vivido por Phillip Baker Hall, numa ponta fabulosa que é completamente abandonada num dos momentos mais fortes do filme. E porque dedicar tanto tempo a demonstrar a rotina profissional do rapaz, se isso jamais será citado de forma significativa na trama mais adiante?

Joseph Gordon-Levitt é um ótimo ator, e tem duas cenas impressionantes no terceiro ato: a crise de pânico no carro do amigo e o momento em que recebe a anestesia. Carismático, o ator jamais força a barra,  e conduz o filme com segurança. Seth Rogen faz o papel que nasceu para fazer: o de melhor amigo divertido e maconheiro. E o faz bem. Mas, como fã do ator, aguardo ansioso o dia em que ele saia de sua zona de conforto. Anna Kendrick é uma gracinha, mas falta alguma coisa, como em todos os seus trabalhos. Fechando o elenco, Anjelica Huston e Bryce Dallas Howard criam figuras fortes e tem pequenos momentos brilhantes em que roubam o filme para si.

O desfecho pode parecer certinho demais, mas me lembrou o comentário de Terry Gilliam para os críticos que reclamaram do final de O Pescador de Ilusões, considerado por alguns deles como "feliz demais": "Não dá pra criar um filme com personagens assim só para atropelá-los com um trem no final". A mesma lógica faz sentido aqui. Só lamento a necessidade de terminar a obra com um romance bobinho: tira muito do encanto de um terceiro ato muito bem construído.

NOTA: 8,5

Margin Call - O Dia Antes do Fim



(Margin Call - Dir. J.C. Chandor)

Em 2008, com o anúncio sobre a crise financeira, veio a tona o escândalo do banco Lehman Brothers, que sabendo da desvalorização que suas ações teriam em breve, vendeu todas elas antes que a crise começasse a ser divulgada, tática semelhante a usada pela Enron antes de sua falência (e bem explicada no ótimo documentário de Alex Gibney). Margin Call é uma versão ficcional do fato (o nome do banco jamais é citado), mas com o grau de verossimilhança que o filme passa, é perfeitamente possível que, de alguma forma, os eventos podem ter acontecido de forma parecida.

O grande acerto do diretor e roteirista J.C. Chandor é fazer uma espécie de crônica do fato, sem a comum "demonização" dos sujeitos que trabalham em Wall Street. Assim, quando vemos a clara ironia do personagem de Kevin Spacey chorando pelo seu cachorro, enquanto metade dos funcionários perdem seus empregos na sala ao lado, o comentário não soa simplista, e conforme acompanhamos o personagem percebemos que o cachorro significava o único forte elo emocional do sujeito fora do trabalho. Além disso, Chandor cria uma lógica visual perfeita para a obra, e o travelling mostrando os escritórios vazios até chegar a um personagem que acorda de um pesadelo resume de forma perfeita as consequências do que estamos acompanhando.

Outro ponto forte do filme é a já mencionada verossimilhança, e destaco a reunião da equipe com o pomposo chefe interpretado brilhantemente por Jeremy Irons. A construção dos diálogos é simples e elegante, e a montagem sintetiza a ação dos personagens com brilhantismo: reparem como através dela,  compreendemos que o chefe está pedindo para que o novato explique a situação mais como forma de menosprezar as pessoas da mesa, do que qualquer outra coisa.

Margin Call é também beneficiado pelo seu elenco fabuloso: dos já mencionados Kevin Spacey e Jeremy Irons (este último, em um de seus melhores momentos), passando por Zachary Quinto, Simon Baker, Demi Moore (!) e Stanley Tucci, o resultado está mais do que acima da média. Destoando um pouco, está Penn Badgley, que só acerta o tom em suas cenas finais. Mas o grande nome aqui é Paul Bettany. Sim, o mesmo que tomou decisões incrivelmente bizarras em sua carreira volta a mostrar porque chamou tanto a atenção dos cinéfilos, e protagoniza vários dos melhores momentos do filme, cujos impulsos auto destrutivos surgem tão fortes quanto sua firmeza em defender os interesses da empresa (outra ironia fortíssima e bem trabalhada na história).

Porém, nem tudo são flores, e o filme falha imperdoavelmente em alguns momentos. Em especial no falso tom "profético" de algumas cenas: ainda sem saber direito todas as implicações do que estavam vendo, um personagem comenta olhando para as pessoas na rua "Todas essas pessoas... e nenhuma faz idéia do que está para acontecer"; e se o estudo dos personagens era o que realmente interessava ao diretor, é inexplicável que ele tenha deixado tantas pontas soltas na relação entre eles, citando um provável romance aqui, uma inimizade acolá, mas nada que ajude no desenvolvimento da narrativa (aliás, pelo contrário). Mas (Só leia o resto do parágrafo se já assistiu o filme) o mais imperdoável é que todo o impacto do seu clímax tem seu efeito anulado pela escolha estética do diretor: quando os empregados são obrigados a vender as tais ações, sabendo que perderão seus empregos, e que aqueles que comprarão (e com quem possuem relações comerciais e pessoais) estarão fazendo um péssimo negócio: um exemplo perfeito de como os funcionários "vestem a camisa" da empresa (como se diz no meio), e como são retribuídos por isso.

Mesmo assim, na balança, o saldo é muito mais positivo, e Margin Call - O Dia Antes do Fim pode não ser uma referência como Enron - Os Mais Espertos da Sala ou Trabalho Interno, mas não faz feio perto dos colegas.

NOTA: 8

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